sexta-feira, 20 de maio de 2011

Até quando?
Até quando você vai olhar
Para alguém que lhe pede comida
E vai sentir medo?

Até quando a idealização
De uma família perfeita, padrão,
Irá existir?
Até quando será castigado
Por amar...?

Até quando não me vão
Faltar palavras para escrever?
Tenho mil coisas cravadas no peito,
Tenho uma alma perdida
Na escuridão dos sonhos.

Até quando deixarei dilacerarem minh'alma
Como lobos ferozes
Enquanto em meu canto choro sozinha,
Com vontade de tudo dizer,
Mas sem coragem de dizer nada?

Não quero ser normal.
Não há perfeição na normalidade
Nem na loucura,
Mas na última você se diverte.
Todos temos loucos dentro de nós,
Soltemos-os quando preciso.

Vocês foram engolidos pelo sistema
E eu loucamente fujo,
Me agarro nos que restaram,
Porém mesmo assim
Tenho a impressão de que rapidamente
Um robô também virarei.

E felicidade?
Quem precisa de felicidade?
Se ousar dizer quer quero felicidade na terra já me apontam o dedo
Dizendo que vou arder no fogo do inferno,
Mas esta é a única vida de que tenho certeza,
Desculpe-me.

Quero pelo menos uma vez na vida
Esquecer o mundo
E ficar ao lado de quem quero,
Esquecer as repreensões.

Eu quero mesmo é saborear a vida...
Entretanto,
É pedir muito a quem tem
Uma família Católica Apostólica Romana.

Não quero esperar meus 18 anos,
Não acho justo perder os considerados melhores anos de uma vida,
Eu quero a mudança e aceitação já,
Quero mudar mentes e conceitos
Considerados até então imutáveis.