terça-feira, 12 de outubro de 2010

Meu nome,
Minhas três ou quatro faces,
Tudo se completa
Inevitavelmente.
Nunca ouvi sua voz,
Nunca senti seu cheiro,
Nunca olhei nos seus olhos,
Nem sequer lhe beijei a face
Ou lhe dei um abraço por educação.
Mesmo assim,
Não sei como,
Te amo.
Meu travesseiro respira,
Tem vida.
Me acompanha nos momentos de descanso,
Me atura nos momentos de ira,
É um dos poucos em que posso confiar,
O único que me entende,
Pelo menos finge,
Pois nunca diz nada contrário.
A morte é um refúgio para os miseráveis,
Um pesadelo para os ricos,
E uma piada para os loucos.

Eu fico com os otimistas.